Wednesday, 16 November 2005

Viva o amor sem propriedade!!!!!!!!!!!

“O amor é paciente, é benigno. O amor não se arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
(1 Coríntios: 13;4,7)

Hoje o amor me bateu a porta em várias conversas e por incrível que possa parecer, nos diferentes diálogos com personagens diversas, foi sempre uma linha de raciocínio: O amor sem propriedade!
Acredito que o amor só exista se for livre e totalmente desprovido de egoísmo! Quem ama realmente não espera nada em troca, ama porque ama e não espera ser amado de volta.
Não julga o amor alheio, mesmo que ele não seja seu.
O objeto amado tem total direito de não te amar ou mesmo de amar outro alguém e a terceira pessoa não tem culpa de ser amado e assim gera uma corrente muito estranha! A corrente do amor sem propriedade... Aquele que é satisfeito simplesmente pelo objeto amado existir e ser feliz e não se ofende com o sentimento alheio.
Louco isso!
É o não-egoísmo na sua forma plena, mas somos seres humanos e erramos, e agora?
Como desenvolver a fórmula do amor?
Não sei se amor é um sentimento conquistado ou simplesmente aflora.
Eu acredito nas várias formas de amor: de mãe (pai), de filho(a), de namorado(a), de amigo(a), etc, e que cada uma se manifesta de uma forma.
Mas o interessante aqui não é a forma de amar, mas os sentimentos que se mixam quando existe o amor: bem estar, carinho, gratidão, paz, medo da perda, determinação. Mas tem também os sentimentos provenientes da paixão, que algumas vezes vem antes do amor e aí é que entra o ciúme, obsessão e possessão, desejo, necessidade...
Mas como saber separar o amor? Desfragmentar seus sentimentos em busca daquilo que de mais puro Deus colocou no ser humano?
Mais difícil é participar do amor alheio como mero observador e ver que ele deixou a água limpa ficar turva com a poluição advinda da paixão.
Acredito piamente que o amor é cego. Deve também ser surdo, mudo e ainda ter mal de Alzheimer.
Que as pessoas aprendam a amar e a se entregarem ao amor... Viva o amor sem propriedade!!!!!!

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