O problema não é sair, é chegar... É tão difícil chegar que quando você chega, simplesmente evita sair pra não ter que lembrar de voltar.
Isso acontece quando somos prisioneiros físicos e psicológicos de um ambiente inóspito! Tradução: é estar num lugar que não te “cabe”, mas que também não te repele. “Precisam” de você e você “precisa” deles de alguma forma, porém é uma necessidade da qual você não suporta mais, e ainda não tem meios de escapar.
É aquele lugar que seu inconsciente te impede de dormir simplesmente pelo fato de saber que quando acordar terá que ir pra lá. É viver num aquário, cercada de vidros por todos os lados e se sentir o peixe Beta, que deve ficar sempre sozinho. Passam pelo aquário, olham com curiosidade, às vezes te encaram (com várias intenções), mas você sempre fica naquela redoma, como se não existisse vida fora dela, porém você conhece a vida longe do aquário e a prefere!
Não é uma situação triste, como muitos podem pensar, é uma situação sufocante e estressante.
Sair do aquário dá um prazer quase orgásmico... É como se litros de adrenalina fossem injetados quando o relógio acusa 17h59.
Não é questão do clichê “gostar do que se faz”, mas sim “fazer o que se gosta”.
