Wednesday, 23 November 2005

Aquário

O problema não é sair, é chegar... É tão difícil chegar que quando você chega, simplesmente evita sair pra não ter que lembrar de voltar.
Isso acontece quando somos prisioneiros físicos e psicológicos de um ambiente inóspito! Tradução: é estar num lugar que não te “cabe”, mas que também não te repele. “Precisam” de você e você “precisa” deles de alguma forma, porém é uma necessidade da qual você não suporta mais, e ainda não tem meios de escapar.
É aquele lugar que seu inconsciente te impede de dormir simplesmente pelo fato de saber que quando acordar terá que ir pra lá. É viver num aquário, cercada de vidros por todos os lados e se sentir o peixe Beta, que deve ficar sempre sozinho. Passam pelo aquário, olham com curiosidade, às vezes te encaram (com várias intenções), mas você sempre fica naquela redoma, como se não existisse vida fora dela, porém você conhece a vida longe do aquário e a prefere!
Não é uma situação triste, como muitos podem pensar, é uma situação sufocante e estressante.
Sair do aquário dá um prazer quase orgásmico... É como se litros de adrenalina fossem injetados quando o relógio acusa 17h59.
Não é questão do clichê “gostar do que se faz”, mas sim “fazer o que se gosta”.

Wednesday, 16 November 2005

Viva o amor sem propriedade!!!!!!!!!!!

“O amor é paciente, é benigno. O amor não se arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
(1 Coríntios: 13;4,7)

Hoje o amor me bateu a porta em várias conversas e por incrível que possa parecer, nos diferentes diálogos com personagens diversas, foi sempre uma linha de raciocínio: O amor sem propriedade!
Acredito que o amor só exista se for livre e totalmente desprovido de egoísmo! Quem ama realmente não espera nada em troca, ama porque ama e não espera ser amado de volta.
Não julga o amor alheio, mesmo que ele não seja seu.
O objeto amado tem total direito de não te amar ou mesmo de amar outro alguém e a terceira pessoa não tem culpa de ser amado e assim gera uma corrente muito estranha! A corrente do amor sem propriedade... Aquele que é satisfeito simplesmente pelo objeto amado existir e ser feliz e não se ofende com o sentimento alheio.
Louco isso!
É o não-egoísmo na sua forma plena, mas somos seres humanos e erramos, e agora?
Como desenvolver a fórmula do amor?
Não sei se amor é um sentimento conquistado ou simplesmente aflora.
Eu acredito nas várias formas de amor: de mãe (pai), de filho(a), de namorado(a), de amigo(a), etc, e que cada uma se manifesta de uma forma.
Mas o interessante aqui não é a forma de amar, mas os sentimentos que se mixam quando existe o amor: bem estar, carinho, gratidão, paz, medo da perda, determinação. Mas tem também os sentimentos provenientes da paixão, que algumas vezes vem antes do amor e aí é que entra o ciúme, obsessão e possessão, desejo, necessidade...
Mas como saber separar o amor? Desfragmentar seus sentimentos em busca daquilo que de mais puro Deus colocou no ser humano?
Mais difícil é participar do amor alheio como mero observador e ver que ele deixou a água limpa ficar turva com a poluição advinda da paixão.
Acredito piamente que o amor é cego. Deve também ser surdo, mudo e ainda ter mal de Alzheimer.
Que as pessoas aprendam a amar e a se entregarem ao amor... Viva o amor sem propriedade!!!!!!

Friday, 11 November 2005

Pra viajar...


http://www.cidadedocerebro.com.br/load_video.swf

O link atualizado e 

http://www.cidadedocerebro.com.br/mensagem_escolhas_download.asp



Wednesday, 9 November 2005

Mergulhe!!!!!!!!!

A questão não é provar, experimentar, tentar... O negócio é fazer!
Fazer sua vida acontecer, se fazer melhor. Não é uma reconstrução de si mesmo. É uma continuidade da sua própria construção. Ainda é você e não outro... EVOLUÇÃO!!!
Paulo Coelho (que pra muitos é um babaca e pra mim é apenas um escritor) colocou em um de seus livros que pra gostar da água você deveria pular de uma vez e não ficar experimentando a temperatura, pois só pulando seu corpo se adaptaria ao frio e não provando...
Assim é a vida!
Fácil falar... Vai fazer!
Sempre fico introspectiva em momentos que preciso me decidir sobre algo que irá mudar minha vida, ou pelo menos parte dela.
Deus foi muito foda ao criar o “LIVRE ARBÍTRIO”.
Por que eu tenho que ser responsável por minha felicidade?
Por que eu tenho que tomar minhas próprias decisões e ser responsável pelas conseqüências?
Os por quês às vezes assombram minhas noites e me impedem de dormir. Ficam me questionando se devo isso, se quero aquilo e o pior: me questionam de como vou me sentir ao ser julgada por aquilo que fiz ou deixei de fazer!
Mais uma questão engraçada: ninguém tem que achar nada, porém as pessoas julgam mesmo e devem faze-lo para que possam aprender e crescer com os erros alheios. O que não deve acontecer é eu me importar com o que pensam ou não, a não ser que eu influencie de alguma forma a vida dessas pessoas.
Aiaiai, somos responsáveis por nós mesmos e pelas mudanças que efetuamos nos processos que afetam a vida dos outros e por conseqüência responsável pelo OUTRO!
Putz, acho que estou pirando! Terapia é foda... Me desensina a respeito de mim mesma pra me ensinar a meu próprio respeito!
Deixo aqui a seguinte questão: O que faço por mim e como isso afeta o outro?