As decisões que tomamos na vida nos dão um pequeno mapa da rota que deverá ser trilhada, mas o caminho somos nós que abrimos, seja em densas florestas ou apenas por uma estrada asfaltada, macia e retilínea. Mas e nossa felicidade? Onde é que foi parar?
Já diziam os sábios administradores que os problemas são oportunidades, se percebermos que eles nos apontam para uma melhora, considerando a busca da solução desse problema.
Acontece também, muitas vezes de focarmos tanto “no problema” que acabamos por deixar passar desapercebida a verdadeira causa do mesmo e ainda que tentemos solucioná-lo, ele sempre volta a nos assombrar.
Assim é a busca pela bendita (ou maldita para alguns) felicidade!
Qual é o esconderijo dessa coisa?
Normalmente acredita-se que ela está nas mãos de uma segunda pessoa (amantes, namorado (a), paquera, etc), mas me atrevo a dizer que ela está em nossas próprias mãos, e explico o porquê.
O que acontece é que sempre depositamos, de maneira impensada, a nossa vida nas mãos daquela segunda pessoa, deixando por sua conta a decisão da felicidade. Porém precisamos nos lembrar que esta pessoa já tem a responsabilidade da própria vida em suas mãos e que corremos o risco de ela não ter como foco nossa felicidade e sim a dela mesma.
Quantas vezes ouvimos dizer (ou mesmo dizemos): Eu comi o pão que o diabo amassou por ele (a)! Ou: Ele (a) me fez sofrer demais!
Ninguém nos faz sofrer senão nós mesmos! Se você sofreu, assuma a responsabilidade de ter criado expectativas acerca da responsabilidade de outra pessoa naquilo que lhe pertence: sua própria vida!
É como se deixássemos nossa plantinha para outra pessoa cuidar. A plantinha morre e a culpa é da pessoa que ficou cuidando? Claro que não! A plantinha não era sua? Então você deveria cuidar e se morreu nas mãos de outro é porque você a deixou lá, você não se responsabilizou por aquilo que era seu.
Criamos tantas ilusões ao longo de nossas vidas, que passamos a viver nosso próprio conto de fadas, no qual não conseguimos nem mesmo escrever o final feliz. Talvez por não prevermos o fim, achamos que ele não chegará! Ou por temermos a morte é que nos afastamos tanto dela, sem levar em conta àquela máxima que diz: “Viva cada dia como se fosse o último”. E ainda: “Um dia você acerta...”.
Acredito que se nos responsabilizássemos por nossa própria felicidade, talvez assim, consigamos ajudar os outros a alcançarem às próprias! Se conseguíssemos escrever, todos os dias, o nosso final feliz, provavelmente viveríamos mais e melhor! E no caso de acertamos o dia do fim, não olharmos para trás e vermos que vivemos sempre a mesma história e nunca o “happy ending”.
Mas vivemos tanto pelos outros, que até a mais segura das criaturas, busca a aprovação alheia, e quando essa aprovação não acontece conforme prevíamos, denominamos: “baixa estima”, e com esse prêmio vem alguns bônus conhecidos como tristeza, ou depressão, ou até mesmo “morte em vida”!
Depois de filosofar acerca da felicidade, algumas vezes com amigos mais experientes e intelectualizados, percebi que nossa fuga da responsabilidade por nossa vida, e conseqüentemente nossa felicidade; é conveniente, pois culpamos os outros e nos livramos de mais um peso.
Das minhas aulas de catequese, lembrei de um dos Mandamentos Divinos que diz: “Amai ao teu próximo como a ti mesmo”. Acredito que Deus queria, neste Mandamento nos ensinar não o amor pelos outros e sim por nós mesmos, se partirmos da lógica que, se não amamos a nós mesmos, não poderemos amar os outros; ou ainda, a intensidade do sentimento que nutrimos por nós será refletida nos seu relacionamento com os outros. Se você não se aceita, não será capaz de aceitar ninguém mais.
Contudo digo isso com a mais séria intenção de praticar cada palavra escrita aqui e mesmo não sabendo como. E se você AMIGO tiver alguma dica, por favor, compartilhe!

No comments:
Post a Comment